Casas malucas

Talvez não sejam a residência dos seus sonhos, mas sem dúvida elas chamam mais atenção do que as construções comuns
 

“Casa do Penedo”, Fafe, Portugal

Quando começaram a aparecer na Internet, as fotografias dessa remota moradia de pedra e cimento foram consideradas falsas. Mas na verdade esta casa misteriosa e desocupada fica nas montanhas do norte de Portugal e a imagem apareceu em cartazes de uma maratona ciclística local.

Casas rolantes, Karlsruhe, Alemanha

Esses ambientes sonhados por alunos da Universidade de Karlsruhe foram comparados a rodas para hamsters. Entretanto, no interior dessas estruturas cilíndricas, encontram-se vários setores e instalações, como cozinha, cama, escrivaninha e banheiro. Até o vaso sanitário gira e desaparece de vista, mas é importante saber que ele foi devidamente equipado com uma tampa que não se abre de cabeça para baixo.

Casa rotativa de Everingham, Wingham, Austrália

Acesso à luz do sol não deve ser problema na Austrália, mas um homem quis aproveitar ao máximo o clima local.
Durante quase uma década, Luke Everingham sonhou em construir uma casa capaz de girar para aproveitar luz e sombra, mas achava que financeiramente seria impossível. No entanto, depois que cupins destruíram a sua antiga casa de fazenda em Nova Gales do Sul, Everingham descobriu que uma casa rotativa poderia ser construída mais ou menos pelo mesmo custo de uma casa comum do mesmo tamanho.

O octógono de aço e vidro de 50 toneladas e 25 metros de diâmetro (com varanda em toda a volta) ficou pronto em 2006. É girado por um motor mais ou menos do tamanho do motor de uma máquina de lavar, que permite a Everingham posicionar a sala de estar para ver o pôr do sol, por exemplo. Também é à prova de cupins.

A casa de cabeça para baixo, Szymbark, Polônia

Será impossível morar numa casa construída ao contrário, na qual o assoalho é o teto e a entrada, uma janela no telhado? Não, diz o Centro Polonês de Educação e Promoção Regional. Na verdade, é assim que todos vivemos, com os ricos gastando bilhões em tratamento médico mas permitindo que a vida continue miserável nos países mais pobres.

Para provar essa questão um tanto complicada, o centro construiu e decorou uma casa ao contrário e mobiliou-a com cadeiras, mesas e TV invertidas. Para ficar pronta, a construção levou cinco vezes mais tempo do que uma casa convencional, e os alicerces precisaram de mais de 18 metros cúbicos de concreto para manter a estrutura no lugar. Às vezes os visitantes da casa, aberta ao público, se queixam de enjoo.

A misteriosa casa de Winchester, San Jose, Califórnia

Essa mansão, uma imensa relíquia do século 19, foi criada por uma viúva muito supersticiosa. Depois de perder o filho e o marido em 1881, por doença, Sarah Winchester (à esquerda) consultou um espiritualista que afirmou que seu azar se devia à perseguição por espíritos de nativos americanos mortos por espingardas produzidas pela fábrica de armas da família – e que, se ela construísse para os fantasmas uma casa imensa cuja obra nunca terminasse, eles se acalmariam.

Assim, a multimilionária comprou uma casa de fazenda inacabada e, usando sessões espíritas noturnas para ajudar o projeto, acrescentou cômodos e mais cômodos. Quando ela morreu, a casa ocupava 2,5 hectares e tinha 160 salas, 2 mil portas, 10 mil janelas, 47 escadarias, 47 lareiras, 13 banheiros e 6 cozinhas. Sarah queria confundir os espíritos e construiu esquisitices arquitetônicas, como uma escada que não leva a lugar nenhum. Hoje a casa é uma atração turística.

Casas nas árvores dos Korowai, Papua-Nova Guiné

O povo korowai do sudeste de Papua tem apenas 3 mil indivíduos que, até 1970, não conheciam o restante do mundo. Geograficamente isolados na selva indonésia e famosos por boatos sensacionalistas (e contestados) de canibalismo, também são gênios da arquitetura.

Constroem suas casas no alto de grandes figueiras-de-bengala e árvores wanbom para escapar dos enxames de mosquitos que voam baixo e da pilhagem de inimigos de outros clãs. Empoleiradas na copa da floresta a até 30 metros do chão, para chegar às casas sobe-se por um mastro de madeira entalhada ou, nas moradias mais sofisticadas, por uma escada frágil. Grupos familiares inteiros moram com os seus animais de estimação sob o mesmo teto, obviamente feito de folhas.

“Antilla”, Mumbai, Índia

Esse palácio moderno de 27 andares é a casa mais cara do mundo: vale pelo menos 700 milhões de libras e é uma obra-prima de opulência exagerada. Entre as instalações, há três helipontos, uma academia, um teatro, estacionamento para cerca de 200 carros, três andares de jardins suspensos, uma biblioteca, uma sala de ioga, um templo e, estranhamente, a maior coleção do mundo de máquinas de costura antigas. Ah, sim, e tem 600 empregados.

Situado num terreno de frente para o mar num bairro exclusivo de Mumbai e apelidado de “novo Taj Mahal”, o complexo dá para algumas das piores favelas da Ásia. Os críticos acusaram o proprietário, Mukesh Ambani (presidente das Reliance Industries, produtoras gigantescas de energia e de material de construção), de ter arrogante desprezo pelos pobres. Ainda assim, se as críticas esquentarem demais, ele pode recorrer à “sala da neve” da sua casa, o lugar perfeito para esfriar a cabeça com gelo e flocos de neve artificiais.

(Clique nos links ao longo do artigo para ver as imagens das casas.)

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