Tento ser a melhor pessoa possível

Sucesso, riqueza e beleza? Para a estrela de Hollywood Angelina Jolie, outras coisas são mais importantes.
 

Depois que os pais se separaram, Angelina Jolie, ainda bem pequena, ficou com a mãe, que tentava sobreviver como atriz, mas só estrelou um punhado de filmes menores e seriados de TV. Hoje a filha ganha 15 milhões de dólares por filme e se tornou uma das estrelas mais bem pagas do cinema. Faz mais de nove anos que ela e o ator Brad Pitt vivem um relacionamento que talvez seja o mais esmiuçado da história humana. O recente casamento deles foi o terceiro de Angelina. A atriz de 39 anos e ganhadora do Oscar tem seis filhos, três dos quais adotados. Hoje, Angelina, que já sofreu com o transtorno de personalidade limítrofe (ou borderline) e, confessadamente, feriu-se de propósito e tomou grande variedade de drogas, é a enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

Pergunta: Você saiu de casa com 16 anos, casou-se pela primeira vez aos 20 e adotou o primeiro filho aos 26. Por que a pressa?

Angelina Jolie: Tem razão, eu tinha muita pressa. O que me impulsionava era só acreditar no aqui e agora e o medo de não viver a vida ao máximo. Tanto minha avó quanto minha mãe morreram jovens. Portanto, nunca acreditei em finais felizes e em famílias perfeitas. Precisei me esforçar para conseguir parar, respirar e apreciar a vida.

Você se sente à vontade quando a chamam de modelo de um novo tipo de feminilidade?

Não. Passei por muitas fases na vida e cometi um monte de erros no processo. Mas estou tentando crescer e ser alguém com quem eu consiga conviver e de quem me orgulhe. Tento ser a melhor pessoa possível. Se esse desejo inspirar os outros, fico feliz de ser um modelo.

Sua filha Zahara, 10 anos, e seu filho Pax, 11, apareceram como figurantes em seu filme mais recente. Quer que eles façam carreira no cinema?

Não, pelo amor de Deus! Nossos filhos acham divertido o set de filmagem, mas eu e Brad esperamos que não queiram ser atores. Essa profissão mudou imensamente desde que comecei. Hoje, só a celebridade importa. A qualidade do trabalho do artista é secundária. O fato de eu ter uma vida plena não se deve à condição de ser atriz.

De bordeline você passou a ser conhecida como Santa Angelina. O que a fez mudar?

Há 14 anos, fui ao Camboja filmar Lara Croft. A cultura daquele país e a pobreza terrível dos refugiados de lá mudaram por completo minha vida. Desde então tenho sido menos autocentrada e mais capaz de examinar minhas emoções de uma certa distância. A segunda revolução em minha vida foram os filhos. Eles são a resposta à pergunta de por que estamos aqui na Terra. Sei que minha vida não me pertence mais, e, de certo modo, isso a torna mais fácil de suportar.

Você consegue ver Angelina Jolie e Brad Pitt como um casal de aposentados felizes, sentados num banco de praça?

Consigo, embora prefira nos ver viajando pelo mundo. Não tenho talento para ficar parada muito tempo no mesmo lugar. E viajar também não deixa que nos acomodemos na rotina diária.

Seus filhos conhecem todos os seus filmes?

Não, muitos têm cenas explícitas demais. Recentemente, deixamos que os mais velhos assistissem a Sr. & Sra. Smith. Parece que ver mamãe e papai brigando o tempo todo como agentes secretos rivais foi a realização de suas fantasias secretas. Eles disseram que foi o filme mais engraçado que já viram.

Angelina Jolie Voight nasceu em 1975. Ela usa o sobrenome Jolie para se distanciar do pai, o ator Jon Voight, também premiado com o Oscar. A mãe, Marcheline Bertrand, morreu de câncer em 2007, com 56 anos. Em 2013, Angelina revelou ao público ter feito uma mastectomia dupla quando descobriu ser portadora de um gene que aumenta drasticamente o risco de desenvolver câncer de mama.      

 

 

 

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