23 lições de dinheiro

Ainda não conseguiu domar suas contas? Siga estas 23 lições de dinheiro para controlar o descontrole.
 

Para alguns, a crise financeira mundial não passou de marolinha, que parece ter ficado para trás. Mas é hora de pensar no que devemos fazer para não sermos pegos de surpresa, caso o tempo mude de novo. Conversamos com especialistas e apresentamos aqui estratégias testadas e comprovadas para proteger o seu dinheiro. As dicas incluem tapar os “ralos” por onde o dinheiro pode escoar; administrar melhor as dívidas para não pagar mais do que o necessário; reduzir a mordida do Leão e escolher os investimentos mais adequados para o seu futuro.

Gustavo Cerbasi, autor de Casais inteligentes enriquecem juntos, diz que não há respostas prontas quando se fala em planejamento financeiro. O ideal é descobrir o que é mais importante para cada membro da família e, principalmente, o que não é. “O futebol do marido e o salão de beleza da mulher, por exemplo, podem ajudar a manter o casal mais criativo e motivado do que um carro novo”, diz o consultor. E, segundo ele, se as crises econômicas fossem mais frequentes, as pessoas se preparariam melhor para enfrentá-las. “Quem chega a elas com dinheiro disponível pode aproveitar muitas oportunidades.”

IMPOSTOS

    * Não escolha de cara o desconto simplificado do Imposto de Renda. A maioria dos contribuintes opta pelo modelo mais simples de declaração, que utiliza um desconto de 20% sobre o valor tributável, limitado a R$ 12.743,63. Se você não tem nada para deduzir (dependentes, educação, gastos com saúde e previdência privada), tudo bem. Mas, se você pode fazer deduções, a declaração detalhada pode ser a melhor opção para pagar menos imposto ou aumentar a restituição. O programa de declaração do IR da Receita Federal facilita isso. O primeiro passo é juntar todos os recibos e fazer a declaração completa, com o preenchimento de todas as fichas. Depois, o próprio programa permite uma comparação entre as duas formas de tributação. Para um casal, geralmente, se ambos têm rendimentos, é melhor declarar em separado do que optar pela declaração conjunta, o que possibilita lançar um valor maior em deduções.

    * Proteja-se da malha fina. A Receita aperta cada vez mais o cerco. A partir deste ano, se você declarar de forma errada gastos médicos ou com educação, sofrerá uma multa de 75% sobre o valor que tentou deduzir. Se a Receita achar que houve má-fé, a multa pode subir a 150%. Então, é preciso atenção em dobro. Óculos, por exemplo, não são considerados pelo Fisco como despesa médica, assim como curso de inglês não entra em gasto com educação. Todas as deduções possíveis (como despesas com home office, inclusive da conta de telefone, no caso de autônomos) estão discriminadas no manual do Imposto de Renda. Uma boa olhada no site pode garantir economia por muitos anos.

    * Já começou a pensar na declaração de 2011? Veja a dica do consultor Valdir Amorim, da IOB, empresa especializada em informações tributárias. “Comece agora a guardar os recibos e estude como você pode conseguir mais deduções de forma legal.” Um exemplo: quem fizer doações ao recém-criado Fundo Nacional do Idoso este ano poderá deduzi-las na declaração do ano que vem. “Faça o seu planejamento tributário no início do ano, se necessário com a ajuda de um profissional”, recomenda Amorim. E, se você teve valores retidos na fonte, ainda que seus rendimentos não tenham atingido o limite de R$ 17.215,08, o que tornaria a declaração obrigatória, declare. O tempo gasto para preencher a declaração é de aproximadamente 15 minutos, contando o download dos dois programas – certamente você vai ser compensado pelo valor a receber.

    * Pense bem antes de aderir ao adiantamento da restituição que seu banco certamente quer lhe oferecer. Uma linha de crédito com taxas de juros de 2,25% ao mês, como a praticada pelo Banco do Brasil, parece interessante. Até porque ela só vence quando você receber a restituição. No entanto, caso você caia na malha fina e demore, digamos, dez meses para ser ressarcido pela Receita, vai ter de renegociar com o banco a juros de mercado. O prazo máximo de quitação é 28 de fevereiro de 2011, não importando se você não recebeu o que o Fisco lhe deve. Portanto, o adiantamento da restituição só é indicado em casos de se livrar de dívidas mais caras, como as do cartão de crédito e do cheque especial. Se o dinheiro da restituição não está fazendo falta no momento, deixe-o quieto.

CONTA CORRENTE

    * Fique atento às tarifas do seu banco. Converse com seu gerente e escolha um pacote adequado a suas necessidades. Nem sempre o mais barato será o mais econômico, porém, em geral, é melhor aderir a um pacote do que pagar os serviços avulsos. E cuidado com tarifas surpreendentes, que você só descobre na hora de assinar um contrato – como a Tarifa de Concessão de Crédito (TCC) – e que podem fazer com que você pague muito mais por um financiamento do que apenas a taxa de juros informada. No site do Banco Central (www. bcb.gov.br/?TARIFA), você pode comparar as tarifas que o seu banco está cobrando com as dos concorrentes. As diferenças são significativas. Se você encontrar uma instituição com tarifas mais baratas e que lhe preste os serviços de que necessita, mude e peça que inclua no seu talão de cheques a expressão: “Cliente bancário desde...” Ali deve constar a data em que você abriu sua conta no banco antigo. É um direito seu e evita as desconfianças de que são vítimas os correntistas recentes nas compras com cheque.

    * Use a Internet a seu favor. Não há muitos motivos hoje para perder tempo indo até uma agência bancária. Pagamentos de contas, transferências e investimentos podem ser feitos on-line. Além de tempo, poupa-se dinheiro. Pelo menos na hora de investir. Corretoras com base na Internet, por exemplo, tendem a cobrar taxas de administração menores: a Rio Bravo cobra 0,35% ao ano pelo fundo DI, contra 2,50% de produto similar no Unibanco.

    * Aplique o seu dinheiro da forma mais segura possível. Antes de pensar em investir a longo prazo, é imprescindível formar uma reserva equivalente a três a seis meses de seus gastos mensais. Segundo nossos especialistas, esse costuma ser o tempo necessário para a recolocação no mercado de trabalho. O consultor financeiro Raphael Cordeiro, de Curitiba (PR), lembra que quem não prepara essa reserva pode levar dois anos ou mais depois de estar novamente empregado para se livrar do endividamento que, certamente, surgirá no período. Ainda há o risco adicional de que eventuais problemas de crédito – como ir parar nas listas do SPC e da Serasa – afetem a vida profissional. Na formação dessa reserva, os CDBs podem ser uma opção mais vantajosa do que a poupança, desde que paguem pelo menos 95% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), o que daria um rendimento anual, hoje, em torno de 9%. Com essa reserva pronta, aí, sim, é possível pensar numa estratégia de investimento de longo prazo, que inclua um pouco mais de risco.

ENDIVIDAMENTO

    * Livre-se dos cartões de crédito. Não há dúvidas de que o mau uso deles é o pior inimigo da saúde financeira das famílias brasileiras. Segundo o Banco Central, em dezembro do ano passado, 27% das operações com cartão estavam com atraso superior a 90 dias, enquanto a média de atraso nas outras linhas de crédito para pessoa física está hoje em 8%. Os juros compostos do crédito rotativo são uma tenebrosa armadilha. Gustavo Cerbasi propõe uma solução criativa para o que ele chama de “vício coletivo” no uso exagerado do crédito. Em vez de gastar o que não se tem em férias em Porto Seguro e sofrer onze meses para pagar a despesa, o consultor sugere uma gincana: a família economiza a cada mês e, com o dinheiro, celebra a vitória com as férias. “Assim, volta-se para casa sem dívidas, com a cabeça fresca, e ninguém perde o sono com medo da fatura do cartão.”

    * Para quem não faz parte da classe de cidadãos acima da lei que volta e meia aparece nos jornais, pagar tudo o que deve, de preferência em dia, pode evitar dor de cabeça no futuro. As informações financeiras no Brasil vêm se sofisticando e, com as novas tecnologias, as decisões de crédito são cada vez mais automatizadas. O Banco Central mantém registro de todas as operações de crédito que você já fez. A Serasa e o SPC sabem tudo sobre suas dívidas, pendências, cheques devolvidos e até eventuais protestos. Se você constar do cadastro da Serasa, por exemplo, e depois resolver a pendência, esse dado não vai constar dos relatórios a respeito do seu CPF solicitados por alguma empresa. No entanto, muitas instituições se valem do Credit Score, modelo estatístico que avalia a probabilidade de você pagar um financiamento em dia no futuro. O método cruza informações e uma eventual inadimplência pode lhe custar a recusa de um empréstimo na hora em que você mais precisar.

    * Se você tem dívidas com cartão, cheque especial, empréstimo pessoal e outras com juros altos que todos os meses abocanham boa parte da sua renda, talvez seja a hora de tentar juntar tudo numa dívida só. O refinanciamento imobiliário é uma solução muito usada no exterior e pouco conhecida no Brasil. De acordo com Fábio Seabra, diretor de produtos e operações da Sagace Consultoria, a ideia é utilizar o seu imóvel quitado como garantia de um empréstimo. Com o valor, trocam-se as dívidas com juros entre 5% (empréstimo pessoal) e cartão de crédito (10%) por uma única, com custos de aproximadamente 1,5% ao mês. É bom negócio se você estiver em condições de arcar com os pagamentos mensais sem grandes problemas. Mas atenção! Se os recursos forem dirigidos para o consumo, os problemas só vão aumentar.

    * Pode ser difícil de acreditar, mas muitas pessoas resistem em mexer na poupança e pagam juros altos para rolar dívidas no cartão de crédito ou no cheque especial, ou ainda para financiar o IPTU ou até um automóvel. O argumento é poder precisar do dinheiro em alguma emergência ou que “ele está separado para o futuro”. No caso do IPTU, dependendo do município, pagam-se valores 10% maiores para parcelar um débito e recebe-se pelo dinheiro guardado um rendimento de cerca de 6% ao ano. No caso do cartão, a insensatez é ainda mais gritante: assume-se o peso de encargos de até 11,95% ao mês para não perder os rendimentos da caderneta, que não têm passado de 0,5% no mesmo intervalo de tempo. Descuidar do presente pode minar as possibilidades do futuro.

    * Tente pagar mais R$ 30. A dívida das famílias brasileiras fechou 2009 com um recorde histórico: R$ 555 bilhões no total, segundo dados da LCA Consultoria, o que representa 40% dos rendimentos anuais da população. Isso equivale a um endividamento médio de R$ 11.600 para uma família de quatro pessoas. Se você pagar R$ 800 para amortizar mensalmente uma dívida deste tamanho, levando-se em conta a taxa média de juros para pessoa física em janeiro – 121,96% ao ano –, vai levar sete anos para zerar tudo. Mas se, com um esforço adicional, conseguir gastar apenas mais R$ 30, a alforria virá dois anos e onze meses antes, segundo a consultora financeira Eliane Cabariti, da KM Consultoria, Treinamento e Assessoria Empresarial. Vale muito a pena.

    * Livre-se dos financiamentos. Para conseguir a casa própria, você adquiriu uma dívida por longos dez ou vinte anos. Agora, recebeu uma indenização, uma herança ou qualquer outra bolada, inesperada ou não. Uma boa aplicação é se livrar dessa dívida. Não pense que a prestação mensal é leve. O importante é o montante da dívida e a taxa de juros que você assumiu. Se você paga o equivalente a 12% de juros ao ano pelo financiamento feito quatro anos atrás, corra até a agência bancária e encerre o financiamento, descontando essa taxa para o período restante. Aplicar o dinheiro num CDB que pague 9% ao ano é, obviamente, perder dinheiro. E um imóvel quitado ajuda a conseguir mais crédito no futuro, se necessário.

SEGUROS

    * As diferenças de preços entre seguradoras de automóveis são enormes. Um guia da revista especializada Quatro Rodas, publicado em 2009, mostrou que o seguro de um VW Gol 1.6 em São Paulo variava de R$ 1.644 a R$ 5.071, sem grandes diferenças nos serviços oferecidos. Para não perder dinheiro, a saída é pesquisar. Faça algumas ligações e converse com o seu corretor. Para o cálculo dos preços do seguro, o mais importante para as seguradoras, além de saber quem mais conduz o veículo, é determinar por onde ele anda por mais tempo. Motoristas mulheres e bairros com baixa incidência de roubos de carros tornam mais barato o seguro. Se você tem dois endereços, escolha o mais tranquilo. Se a preocupação é o roubo do veículo – caso das grandes capitais – ou a eventual perda total, você também pode negociar uma franquia maior para reparos, e assim pagar menos pelo seguro. E fique atento: se não houve sinistro durante o seu contrato, na renovação você terá direito a bônus.

    * Escolher um plano de saúde adequado às suas necessidades é um desafio, pois as opções do mercado são muito variadas. Da mesma forma que existem surpresas desagradáveis na hora em que se necessita do plano, também há gastos mensais desnecessários com coberturas desnecessárias. Será preciso um plano com obstetrícia ou com cobertura internacional? O auxílio do corretor, neste caso, é fundamental para fazer com que o perfil do plano coincida com o da família. Geralmente, os planos de saúde coletivos serão mais baratos que os individuais, mas isso não significa que eles sejam mais adequados. Verifique cobertura, rede, reajustes e carências.

    * Desconfie de preços baixos demais e das promessas de planos “sem carência” que vemos em jornais populares. Antes de assinar qualquer coisa, verifique as mudanças de faixa etária que vão gerar aumentos futuros e devem obrigatoriamente constar no contrato. O perigo mora nessas cláusulas. Só não deixe de contratar um plano, pois o prejuízo pode ser muito maior. “Mesmo que seja um que cubra apenas internações hospitalares, que devem ser a maior preocupação da família. Uma internação em um hospital de primeira linha, por três meses, por exemplo, pode custar mais de R$ 1 milhão”, avalia Alberto Dabus Filho, superintendente da AD Corretora, de São Paulo.

    * Seguros de vida estão se tornando mais acessíveis por conta do aumento da expectativa de vida do brasileiro, o que pode influenciar positivamente no cálculo dos custos das seguradoras. Por um preço relativamente pequeno, a família pode ficar protegida no caso de falecimento ou invalidez do seu responsável financeiro. É uma opção interessante em especial para quem não pôde economizar para garantir a proteção de filhos e cônjuges numa fatalidade. Com a evolução do mercado, produtos variados têm aparecido, como os seguros de vida que incluem até assistência funeral familiar.

APOSENTADORIA

    * Entre no plano de previdência privada oferecido por sua empresa – desde que ela participe do custeio. Por exemplo: caso o empregador entre com 3% sobre o seu salário-base, com a condição de que você entre com o mesmo valor, é um ótimo negócio, já que equivale a uma aplicação com ganho de 100%. Se lhe for oferecida a possibilidade de uma contribuição maior sem a contrapartida da empresa, analise a tabela de rentabilidade do plano (PGBL ou VGBL). Talvez destinar essa diferença à caderneta de poupança, que é livre de impostos e de taxas de administração, possa garantir um retorno melhor. O segredo está na contribuição da empresa. Use-a até o limite máximo. Em tempo: se você tiver um plano de previdência privada desvinculado da empresa, o valor aplicado pode ser descontado da base de cálculo do IR retido na fonte. Basta informar ao RH.

    * Não acredite em dinheiro fácil. Casos como o da Boi Gordo, que lesou 30 mil pessoas, prometendo rendimentos de 42% em 18 meses com contratos de commodities e que quebrou em 2004, ou das pirâmides de Bernard Madoff, que teriam lesado até 3 milhões de investidores, são exemplares. Algumas dessas “falsas oportunidades” são citadas por Gustavo Cerbasi no livro Investimentos inteligentes. “Renda fixa que rende muito mais” (e que pode estar financiando a agiotagem, prática ilegal), o loteamento dos sonhos (que, na verdade, são clandestinos) e o investimento “de confiança” no exterior (por exemplo, o mercado Forex, de derivativos de câmbios, que muitas vezes são intermediados por corretores sem registro na Comissão de Valores Imobiliários, o que facilita fraudes). A regra é clara: ganhos fáceis têm vida curta.

    * Tente complementar a aposentadoria pelo INSS. Nos últimos anos, a melhora na fiscalização e o aumento das contribuições, graças ao incremento do emprego de carteira assinada, afastou os temores de um colapso do sistema público de aposentadoria. Ainda que haja consenso na necessidade de novas reformas, que, por exemplo, elevem a idade mínima para a aposentadoria – hoje, de 53 anos –, o atual déficit, apesar de ainda expressivo, não está em trajetória explosiva e até diminuiu no início deste ano. No entanto, contribuir com mais do que o necessário para o INSS com a intenção de garantir uma aposentadoria polpuda é um grande equívoco. No futuro, os proventos recebidos serão corrigidos por um índice inferior às necessidades crescentes do idoso e o poder de compra será reduzido a cada ano. Contribua com o mínimo e direcione o que sobrar, ainda que seja R$ 100 por mês, à previdência privada ou outra modalidade de investimento. Quanto antes começar, melhor.

    * Você tem um primo que é engenheiro da Petrobras e lhe disse que as ações da companhia vão render os tubos por causa do pré-sal? Pode ser. A empresa é excelente, mas isso não garante a rentabilidade das ações, principalmente se estivermos falando no curto e médio prazos. Fragilidades, oscilações e caprichos dos mercados e da economia mundial podem atingir os papéis de qualquer companhia. Quem comprou uma ação preferencial da Petrobras em 24 de fevereiro de 2008, por exemplo, pagou R$ 84,30. Dois anos depois, ela vale R$ 33,94, uma perda de 60%. O que fazer para não cair em desespero? Se você está começando com ações, é melhor preferir os fundos às ações individuais, pelo menos enquanto está aprendendo. Uma opção apontada pelo consultor Raphael Cordeiro são os fundos Ibovespa Passivo, que perseguem a rentabilidade do Ibovespa (índice que mede a variação dos principais papéis da bolsa), ou mesmo o Ibovespa Capital Protegido, que limita os lucros na alta, mas protege o investidor de perdas.

    * Fundos de índices (ETFs, de exchange traded funds) são um grande sucesso em países como Estados Unidos e Japão. No Brasil, eles ainda estão sendo apresentados aos investidores, mas o número de negociações cresce a cada mês. O princípio desses fundos é aplicar numa cesta de empresas, cuja composição se baseia em vários índices da Bolsa. Assim, não é preciso acompanhar as notícias e analisar os resultados de cada uma das companhias em que se investe, e o risco fica bastante diluído. Gustavo Cerbasi afirma que, para quem está começando, o melhor desses fundos é o PIBB, que reflete as altas e baixas do IbrX-50, índice da Bovespa que acompanha a variação das 50 ações mais negociadas do mercado, todas de empresas com grande probabilidade de gozar de boa saúde financeira. Uma de suas vantagens é a taxa de administração de 0,059% ao ano, enquanto muitos produtos chegam a cobrar mais de 3% ao ano. A rentabilidade do PIBB em 2009 foi de 73,5%.

    * Monte um portfólio de investimentos de acordo com o seu perfil. A regra básica é a diversificação. Os pilares principais são renda fixa, renda variável e, num segundo momento, imóveis. O montante que vai ser alocado em cada uma das modalidades vai depender do que você planeja fazer com o dinheiro e de quando pode vir a precisar dele. Mesmo o mais conservador dos investidores tem opções no mercado acionário – como as carteiras de ações defensivas, que pagam bons dividendos e têm menos oscilações –, e deve alocar pelo menos 10% de seus recursos nesta opção, segundo especialistas. Um desses papéis defensivos é o da Copel (Companhia Paranaense de Energia). Em 18 de fevereiro de 2008, cada ação preferencial da companhia valia R$ 27,30. Um ano depois, tinha perdido mais de 20% de seu valor, afetada pelo período mais difícil da crise. Parece muito, mais foi bem menos que os 60% do mercado em geral (medido pelo Ibovespa). Em 18 de fevereiro de 2009, o papel já havia recuperado o que tinha perdido e até subido, ao avançar mais de 80% em um ano, contra cerca de 60% do mercado em igual período, sendo negociado por R$ 38,68.

DICA EXTRA O especialista Gustavo Cerbasi salienta: “Aprender mais sobre investimentos é importante, mas não tão importante quanto cuidar de seu corpo, sua mente, sua carreira, das relações sociais e de seu papel no mundo. O bom investidor não é aquele que vive para os investimentos, mas que vive dos investimentos, e vive muito bem!”

Adaptado de artigo de Beth Kobliner

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